Vaidade na medida certa

Happy-Hour-It-Girl3-1024x640Ucha Meirelles não para quieta. Trabalha como Consultora de Moda em várias frentes. No Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, ajuda clientes a escolherem a melhor roupa, o presente ideal, o acessório que ninguém imagina e fica perfeito. Fora do Shopping oferece um pacote completo que inclui, entre outras coisas, análise cromática, visagismo, reforma do closet, definição de peças que faltam e montagem de looks. Parece mágica. Já teve sua própria grife e ano passado lançou o UPost (www.upost.com.br ), um blog de estilo que acompanha não só tendências do mundo fashion mas todo o universo ao redor: arte, arquitetura, viagens, beleza e design. Para quem acha que isso é bobagem, bobagem! Sentir-se bonito, por dentro E por fora é importante, faz parte da sua expressão pessoal além de fazer muito bem para a alma.

Ucha Meirelles, uma amiga querida, compartilha no reparei a sua competência.

1. Dá pra entender uma pessoa observando como ela se veste?

Sim, tento decifrar aos poucos….porque o modo como ela se expressa nas roupas, as cores que escolhe (mais vivas ou mais opacas) , o modelo, o tecido, dá para construir uma ideia: se a pessoa é mais reservada, expansiva, mais sexy, etc.

 2. É possível aprender a ter bom gosto?

Acredito que sim! Com o tempo, a gente treina o olhar.

 3. O que é preciso saber para se vestir bem? Fora a roupa, o que mais?

Para se vestir bem  é importante ter atitude, um comportamento correto e saber quem você é. Isso define o seu estilo.

 4. Como despir a moda da necessidade de ter dinheiro e consumir grifes?

Hoje é tão mais fácil com a internet! Acabou o desfile da Prada em Milão, depois de 2 minutos o mundo inteiro está copiando e reinterpretando as peças. Adoro misturar uma peça importante do Valentino com uma saia da Zara e echarpe da H&M. A moda é isso, não tem obrigações, nem com preço nem com grife.

 5. O que as pessoas que tendem a menosprezar o mundo da moda não sabem?

Que não é porque você se veste bem, que não é inteligente e é fútil. E sim, você gosta de ficar bonita, e se preocupa com isso.

 6. Você lida com a vaidade, abre gavetas, separa o bonito do feio. Como conquista e depois administra essa intimidade com os clientes?

Eu adoro o meu trabalho! E sempre antes de começar um job, gosto e preciso entender a necessidade da cliente e porque ela está querendo mudar seu estilo, ou encontrar um. Trabalho com a imagem desejada. As vezes fico em uma saia justa, mas com o tempo mostro para a cliente o que não a valoriza e o que fica melhor com o estilo desejado, a ocasião e a sua silhueta.

 7. Como faz para se manter sempre atualizada?

Vejo muitas revistas de moda e de decoração. Acredito que tudo caminha junto ( design, arte, moda, decor) . Olho muito a internet ( hoje tudo é muito rápido). Vejo como as pessoas nas ruas estão se vestindo, e se expressando. E nas viagens que faço, sempre fico atenta.

 8. Faculdade de moda é o caminho para quem quer seguir a sua carreira? Quais as dicas e as dificuldades da profissão?

Sim, pode ser um caminho, ou psicologia, arquitetura…tudo que tem a ver com estética e com pessoas.

Dicas: tente ser você mesma sempre, aprenda a escutar os outros e entender o que eles querem. Estude história da moda, trabalhe com produção de moda, faça curso de consultoria de imagem, visagismo e siga aprendendo, sempre.

Dificuldades: pode demorar um pouco para você começar a ganhar dinheiro, mas respire fundo e vá em frente. Siga o seu instinto. Não queira chegar rápido demais.

Uma paixão:  minha familia

Uma preocupação:  educar meus filhos

Um livro:  faz tempo que não leio, mas adoro The Great Gatsby, do F.Scott Fitzgerald, Glamour da Diana Vreeland

Um filme:  vários… amo cinema, mas me lembrei desses Little Women (Adoráveis mulheres) Pride and Prejudice( Orgulho e Preconceito)

Uma obra:  o beijo do Klimt

Um prato:  a paçoca  do Antonio ( cozinheiro da minha avó)

Um desejo:  uma jóia da Suzanne Belperron

Uma lição:  integridade

Um recado : detesto gente falsa!

Uma realização:  meus filhos, meu marido e meu trabalho que está caminhando.

Uma influência:  meu marido

 

O menino de Brasília

 

Em 2009, aos 15 anos, desembarcou em São Paulo para fazer Friedrich, um dos filhos do capitão Von Trapp no musical Noviça Rebelde. No ano seguinte foi reconhecido pela crítica com o personagem Tulsa, em Gypsy. Como Michael, em 2011, protagonizava uma das cenas mais difíceis e empolgantes do musical as Bruxas de Eastwick. Em 2012 conquistou seu primeiro protagonista, Felicia em Priscilla, Rainha do Deserto, musical que encerra temporada no próximo dia 09/12.

André Torquato, uma das mais belas vozes do teatro musical brasileiro, é um misto de talento, simpatia e maturidade.

1-Quando você descobriu a paixão pelos musicais?

Desde que me entendo por gente meu sonho é fazer musical, mas a primeira lembrança que me vem a cabeça quando se fala de musicais é do meu primo, Rafael Villar, coordenando um ensaio do ‘Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat’ com um grupo de amigos da igreja que ele frequentava. Eu devia ter menos de 7 anos na época, não tinha ideia se podia cantar, dançar ou fazer qualquer coisa artística, mas adorava acompanhar o Rafa sempre que podia e sem dúvida, devo meu amor pelos musicais a ele. Sempre me acompanhou desde a primeira nota que eu cantei e me abriu os olhos pra essa arte incrível que é o Teatro Musical. E também, foi por conta dele que consegui fazer o meu primeiro teste em São Paulo para um grande produção: ‘A Noviça Rebelde’. Sabendo do trabalho excepcional que ele fazia com crianças, entraram em contato com ele pedindo indicações de pequenos talentos pra fazer parte do elenco infantil. Ele me indicou, eu fiz o teste, passei e aí começa minha história profissional no Teatro Musical.

2- No musical Priscilla você encara seu primeiro protagonista. Como foi o processo de audição e qual a maior dificuldade em desempenhar esse papel?

O processo de audição do ‘Priscilla’ foi muito angustiante e exaustivo, como qualquer outra audição pra musical. Não tem nada pior do que aquela sensação de teste, um stress total. No caso do ‘Priscilla’ foram duas fases, uma em maio/11 e outra em agosto/11. No total tive que aprender 2 cenas, 3 coreografias e 4 músicas. É muita coisa pra se aprender em tão pouco tempo e com tanta pressão emocional. Em um dos testes de dança, o diretor, Simon Philips, atravessou a sala e veio na minha direção, me cumprimentou e voltou a sentar na mesa sem falar com mais nenhum candidato. Eu pensei ‘é meu e ninguém tira!’. No último dia, todos estavam literalmente ‘travestidos’ e foi uma diversão só. Pouco tempo depois recebi a notícia de que faria a Felicia e comemorei como se não houvesse o amanhã! A grande dificuldade de fazer um protagonista é que sua responsabilidade em contar a história pro público fica muito maior. Cada texto, cada nota, cada ação tem que ser devidamente pensada pra que a platéia receba a mensagem que queremos passar. Essa é nossa maior preocupação, sempre!

3- Qual o musical da sua vida? Qual papel você gostaria de fazer? Sonha em atuar com alguém especial?

Pergunta mais difícil! Praticamente impossível escolher o musical da minha vida. Por enquanto, vou falar que é o ‘Priscilla’, pois sou outra pessoa depois deste espetáculo! Papel que eu gostaria de fazer eu não anuncio mais, fico com receio de alguém ler e achar pretensioso! (risos). Quero personagens que me desafiem, só isso! Adoraria atuar ao lado de muita gente, mas se um dia eu dividir o palco com Sutton Foster ou Hugh Jackman, morro o cara mais feliz do mundo!

4- Quais os maiores desafios de um ator de teatro musical e que dicas você pode dar para quem está começando? Possui outra opção de carreira?

A maior dificuldade do ator de teatro musical sem dúvida é a repetição. São tantas as sessões que acabamos esquecendo que o público está vendo a história pela primeira vez e mais importante ainda, que o personagem está vivendo aquilo pela primeira e única vez! É muito difícil manter esse frescor, essa dúvida do que vai acontecer depois. Acho que é aí que grande parte dos musicais que não são muito bons perdem. Acaba tudo ficando sem vida, sem cor, sem força. É um pensamento que deve ser diário na vida de qualquer profissional do teatro e eu tento me esforçar pra não esquecer disso nunca. Outra opção de carreira eu não tenho… Gosto de psicologia, mas acho que não tenho futuro na área. Pertenço aos musicais, sem dúvida!

5- Como é a experiência de começar a trabalhar e sair da casa dos pais aos 15 anos?

É um mix de emoções muito grande! Não faria nada de diferente do que já fiz, não me arrependo de nada, mas as vezes fico pensando em como seria minha vida se eu tivesse escolhido ficar em Brasília. De uma coisa eu tenho certeza, eu estaria igualmente feliz! Por motivos diferentes, mas eu sei que nenhum sofrimento ou problema conseguiria abalar minha felicidade. Eu fiz a escolha de amadurecer antes do necessário, passei por momentos difíceis, muita saudade, muita incerteza, pensava que não tinha força ou até idade mesmo pra ultrapassar certas barreiras, mas nunca deixei de ser feliz! E se eu tivesse escolhido o contrário, teria outras dificuldades, mas também não deixaria de ser feliz! Então, não importa o tamanho do problema, a felicidade é possível para todos!

Uma paixão – Minha família
Uma preocupação – Ser uma boa pessoa
Um livro – The Buddha in Your Mirror (acabei de terminar e abre os olhos!!!)
Um filme – O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
Uma obra – A voz da Marisa Monte
Um prato – Qualquer um feito com amor. Menos pequi, odeio pequi.
Um desejo – Ser feliz, sempre!
Uma lição – Integridade, sempre!
Um recado – Olhar por um outro lado sempre ajuda!
Uma realização – O ‘Priscilla’
Uma influência – Gene Kelly

 

Super Chef

Henrique Aranha Fogaça já chegou lá. É um dos mais badalados Chefs de cozinha de São Paulo. Seu restaurante, o Sal Gastronomia, vive cheio e é ponto de encontro de gente descolada, elegante e sincera. Mas ele não faz o tipo celebridade nem tem tempo pra ser paparicado. Porque além de se dedicar ao Sal Henrique participa de vários outros projetos de gastronomia, em breve vai inaugurar um bar na Vila Madalena e ainda cumpre agenda de shows como vocalista do Oitão, um grupo de rock pesadão. Figura única esse Chef.

1. Comer bem está na moda?

A gastronomia está em alta e as pessoas ficaram mais exigentes. Todos querem conhecer novos sabores e com a internet, com os blogs todos ficaram bem interessados.

2. O que não pode faltar na sua cozinha?

Alho, cebola e sal.

3. De onde vem as suas criações gastronômicas?

De meus experimentos, prática , combinação de sabores e cores.

 4. Você recebe uma ligação as 7 da noite dizendo que terá convidados importantes para o jantar. O que você prepara? 

Uma coisa rápida seria uma salada com rúcula alface americana, castanha de caju, queijo brie e pera com um molho de mel, limão e azeite.

Poderia ser também um peixe com sal pimenta e um molho de ervas  e mini legumes no vapor.

5. Na sua opinião, qual o melhor restaurante de São Paulo atualmente?

 áttimo
Bate bola:

Uma paixão  - música

Uma preocupação – família e saúde

Um livro – A história dos Ramones e, de cozinha, Sete Fogos – Francis Mallmann

Um filme – Scarface

Uma obra – toda cultura urbana

Um prato – Filé a parmegiana

Um desejo – viver com saúde

Uma lição – pense antes de agir

Um recado – nunca é tarde

Uma realização – o Sal

Uma influência – a rua

 

 

The Voice

Quem acompanha a história do rock Brasileiro há de concordar que ele é o cara,  The Voice,  nosso Mick Jagger, Paulo Ricardo.

Ele canta, compõe, tem uma agenda lotada de shows e acaba de nos contar que o RPM foi indicado ao  Grammy Latino 2012, na categoria melhor álbum de rock , com o recém lançado CD Elektra. A festa de premiação será em Las Vegas,  em Novembro.

Mais um motivo pra ser feliz é ou não é?!

Diga lá Paulo Ricardo!

Uma paixão:  Uma não, duas, minha mulher Gabriela e minha filha Isabela

Uma preocupação: Ser um bom pai

Um livro: Adoro biografias

Um filme: Pulp Fiction

Uma obra: A discografia dos Beatles

Um prato: Salmão

Um pais ou cidade: Florença, Itália

Um desejo: Que o julgamento do mensalão seja um marco no combate à impunidade no Brasil

Uma lição: Aprendi com minha mulher, Gabriela; o amor verdadeiro existe!

Um recado: Parece fácil, parece um clichê, mas é uma conquista diária; paz e amor!

Uma realização: Olho sempre pra frente. A realização mais importante é sempre a que está por vir.

Uma influência: Gabriela

 
© 2012 Reparei. Se alguma das imagens que usamos para ilustrar as postagens é de sua autoria e você prefere que ela seja retirada, envie uma mensagem para reparei@hotmail.com