Memória Bruta

 

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Cena 1: almoço informal entre amigas, tento lembrar o nome de um vulcão no deserto do Atacama, onde estive há muitos anos. Coisa à toa.

E não é que lembro?

Licancabur.

Cena 2: no mesmo dia, num jantar importante, acabo de ser apresentada ao pai do namorado de uma pessoa querida.

O pai se chama Ralf.

15 minutos depois eu o chamo de Frank.

Que ódio.

Qual o critério?

Essa memória, que vive às minhas custas, tem imensa vontade própria.

Escolhe ser boazinha ou mega cruel, estrategicamente.

Entre o vulcão e o homem, ela muito mal educada investiu no vulcão. Antes e de propósito.

Me deu confiança, me largou desprevenida. Sabia que no almoço eu tomaria suco e no jantar vinho.

Quer dizer, a culpa foi minha, não dela.

Memória bruta.

OK esse embate faz parte da vida e não acontece só comigo.

Mas me ocorreu escrever esse post porque de ontem pra hoje subitamente o conflito se inverteu.

Deu vontade de esquecer.

Vontade de procurar e decorar notícias boas.

Mas não tem como.

Nem que eu implore, nem que eu finja que não quero, vai dar pra esquecer.

O avião, o crime, o João. (RL)

 

One Response to “Memória Bruta”

  1. Bem colocado, Rê! dia mto difícil p tdos nós…

     
    • claudia borges
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