Em defesa do sal

 

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A humanidade precisa reduzir a ingestão de sal. Por conta dessa azeda verdade, a moral do sal veio abaixo.

Penso nisso toda vez que giro o meu moedor de Sal do Himalaia pra dar um tchans no prato de salada. Fico com pena de mim  (queria moer bastante) mas também dele, coitado. Em outros tempos o sal já foi tão valorizado que o próprio nome vem da importância que ele tinha. Sal era dinheiro. Pagava-se salário, daí a origem da palavra.

Não fosse o sal não nos deliciaríamos com o prosciutto italiano que fica um ano inteiro protegido por ele, só apurando, apurando. E os que não comem carne também não comeriam picles pois o pepino fica um tempão esperando a fome dos vegetarianos, tranquilinho lá na sua salmoura.

Nos países que tem inverno pesado, o sal ajuda a driblar a neve. Aqui, misturamos sal no balde de gelo pra gelar melhor a cerveja. O sal tem mil e uma utilidades e está presente onde nem imaginamos. Outro dia enquanto corria na esteira assisti um documentário inteiro sobre sal, salinas, a história, a indústria…mas já esqueci metade das utilizações.

Sei que o sal é vital e barato. Que é uma riqueza natural e inesgotável no planeta. Que já vem quase pronto, necessita de pouquíssimo processamento.

E que mesmo assim sofre bullying.  (RL)

 

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